Artigo

Por que o Estatuto da sua Igreja precisa ser atualizado? (Parte 6)

Creio ser a abordagem de hoje a mais inusitada de todas as pontuadas até agora e, também, das que ainda serão pontuadas aqui neste centenário hebdomadário por muito tempo dirigido pelo saudoso pastor José dos Reis Pereira (resgatei esta palavra para homenageá-lo).

 

Diz a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira que “a Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana. a) É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens; b) Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo; c) Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes e promover a glória de Deus; d) Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro, e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina; e) Revela o destino final do mundo e os critérios pelos quais Deus julgará todos os homens; f) A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas as doutrinas e a conduta dos homens; g) Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo”.

 

Afirma tal documento que através dos tempos, um dos nossos princípios basilares é a “aceitação da Bíblia Sagrada como única regra de fé e conduta”. Sendo assim, nos estatutos das Igrejas filiadas à Convenção Batista Brasileira necessariamente constam esse preceito, até mesmo como forma de autoproteção da instituição contra eventuais ataques de lobos que se infiltram no meio das ovelhas. Acontece que há uma fragilidade na expressão Bíblia Sagrada, pois até as pedras sabem que atualmente há versões falsificadas do Livro Santo circulando por aí.

 

Não vai aqui qualquer crítica aos métodos tradicionais de tradução da Bíblia, quais sejam; a) por equivalência formal (tradução de palavra por palavra); ou b) por equivalência dinâmica ou funcional (interpretação do original por paráfrase, onde o texto não é adulterado). O problema é quando segmentos ideológicos resolvem subtrair ou acrescentar palavras ou expressões a seu bel-prazer. Neste caso, a capa continuará a mesma (Bíblia Sagrada), mas o conteúdo certamente será a ponte que conduzirá muitos à perdição eterna.

 

À primeira vista pode parecer uma preocupação exagerada, mas se eu fosse você tratava logo de promover a adequação do estatuto da sua Igreja e no artigo que versa sobre a “aceitação da Bíblia Sagrada como única regra de fé e conduta”, que seja a Bíblia Sagrada adotada pela Convenção Batista Brasileira. E não somente este ponto deve ser apreciado, mas também os demais que vem sendo publicados aqui em O Jornal Batista, a saber:

 

a) inserção no estatuto de atividades típicas das Organizações da Sociedade Civil (OSC), sem risco de perda da imunidade tributária prevista na Constituição Federal;

b) ampliação do mandato da diretoria estatutária para que se evite gastos e burocracia;

c) previsão de possibilidade de realização de assembleias virtuais ou híbridas, além das tradicionais presenciais;

d) categorias diferenciadas de membros sem prejuízo do sistema de governo;

e) vínculo do ministro religioso com a Igreja e prestação de serviços voluntários por seus membros;

f) fragilidade da expressão Bíblia Sagrada;

g) blindagem da Igreja em face questões éticas, morais e ideológicas;

e h) reforço das chamadas cláusulas pétreas.

 

Sei que este tema é um tanto complexo, mas coloco-me à disposição dos leitores d’O Jornal Batista através dos canais abaixo, para esclarecer melhor o meu ponto de vista.

 

Jonatas Nascimento