Textos e Estudos Bíblicos
TODO DIA É SAGRADO SE VOCÊ FAZ O BEM PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Qua, 17 de Dezembro de 2014 09:24

TODO DIA É SAGRADO SE VOCÊ FAZ O BEM

Lucas 6.1-11

No texto de Lucas 6.1-11, Jesus nos dá ensinamentos acerca do sábado. Dividimos o texto em duas partes. No texto de Lucas 6.1-5, Jesus acaba com a ideia de que exista um dia sagrado, quer seja o sábado, o domingo ou qualquer outro dia. Ele muda a sacralidade do tempo para uma pessoa: ele próprio. Sagrado é adorar e servir de coração a Jesus Cristo que é Senhor tanto do sábado/domingo quanto das pessoas. No texto de Lucas 6.6-11, ele vai completar seu ensino acerca deste assunto e nos dar mais uma preciosa lição acerca da verdadeira adoração a Deus.

Era outro dia de sábado (v. 6). Novamente, encontramos Jesus a ensinar numa sinagoga. Neste culto, um homem com a mão direita atrofiada, ressecada, estava ali. Todo trabalho da época era manual e necessitava das duas mãos em perfeita saúde. A mão direita era considerada a principal entre as duas. Este homem não podia trabalhar como os demais e, certamente, dependia da boa vontade de outras pessoas para ganhar uns trocados por serviços fáceis de executar. Além disso, havia o estigma social: se ele estava assim, algum pecado houve em algum momento. Ali, naquela sinagoga, temos um homem que necessitava de ajuda.

Com a discussão ocorrida no sábado anterior (Lucas 6.1-5), o grupo dos fariseus estava de olho em Jesus (v. 7). Havia, da parte deles, um espírito de hostilidade e de confrontação com ele. Eles estavam ali, na sinagoga, não para adorar a Deus ou ouvir a palavra, mas para acusar Jesus de quebrar o sábado, caso ele curasse alguém, ou seja, fizesse o trabalho de um médico. O interesse deles estava na guarda do sábado mas não na cura de uma pessoa. O versículo 8 diz que Jesus sabia o que eles estavam pensando. Pense comigo: se Jesus fosse uma pessoa “política” o que você acha que ele faria? Com certeza, diria ao homem: “volte amanhã e eu curo você”. Ficaria bem com os fariseus (não curou no sábado) e curaria o homem no dia seguinte. A questão é que Jesus nunca foi “político”. Ele seguia seus próprios princípios de vida e era sincero nisto. Por esta causa, Jesus chama o homem para o meio, onde ele está. O homem vai e Jesus chama a atenção de todos para si. Há um clima de eletricidade no ar, de suspensão das pessoas: o que ele vai fazer?. Será que vai curar e enfrentar os fariseus? Ou vai fazer um discurso dizendo que no sábado ele não pode curar para não quebrar o 4º mandamento?

Com o homem perto dele, Jesus dirige-se a todos, mas especialmente aos fariseus: “eu lhes pergunto: o que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou destruí-la?” (v. 9). Com esta simples pergunta, Jesus nos ensina três lições preciosas: 1ª) não existe neutralidade na vida: ou você faz o bem ou o mal. A omissão em fazer o bem é um mal; 2ª) A vida tem precedência sobre o sábado e não o contrário. O sábado foi dado no 4º mandamento por causa do valor da vida humana (descanso do trabalho). Assim, a vida humana é muito mais valiosa do que a guarda religiosa de um dia; 3ª) Jesus amplia a sacralidade do sábado para todos os dias da semana: sagrado não é o sábado (ou o domingo) e sim fazer o bem, não importando o dia. Maravilhoso Jesus! Após fazer a pergunta, Jesus desafiou a todos com o olhar, aguardando que alguém respondesse (v. 10). Como ninguém o fez, Jesus fez o bem (trabalhou) no sábado: mandou o homem estender a mão e a restaurou perfeita. Abençoou aquele homem pelo resto da sua existência e confrontou as vasilhas velhas dos fariseus, onde a preocupação com as tradições religiosas eram muito mais importantes que a vida humana.

Imediatamente, com a cura, os fariseus ficaram cegos de fúria e raiva (v. 11). Conversavam entre si sobre o que fazer contra ele: o alvo da fúria era Jesus. Não precisamos guardar o sábado, como determinava a Lei de Moisés, nem o domingo. O mestre nos ensina que nossa preocupação é fazer o bem às pessoas e louvar a Deus todos os dias da nossa curta existência. Este é o verdadeiro discipulado de Jesus.

Última atualização em Qua, 17 de Dezembro de 2014 09:32
 
O SÁBADO NÃO É O DIA SAGRADO(E NEM O DOMINGO) PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Qui, 11 de Dezembro de 2014 09:56

O SÁBADO NÃO É O DIA SAGRADO (E NEM O DOMINGO)

Lucas 6.1-5

     Há hoje uma discussão acerca da guarda do sábado. Alguns grupos religiosos dizem que devemos obedecer literalmente os dez mandamentos e guardar o sábado como dia sagrado. Outros dizem que o dia sagrado é o domingo pois Jesus ressuscitou neste dia e, desde o Novo Testamento, a igreja celebra seus cultos públicos neste dia da semana. O que Jesus Cristo nos diz sobre este assunto? Parte do seu ensino está no texto de Lucas 6.1-11. Para nossa facilidade de estudo, vamos dividir o texto em duas partes. Hoje veremos Lucas 6.1-5.

     Preciso lembrar o leitor que o texto anterior (Lucas 5.36-39) tem um princípio que controla este texto acerca do sábado: o vinho novo (evangelho que Jesus nos trouxe) não pode ser colocado em vasilhas velhas (estruturas religiosas humanas) e sim em vasilhas novas (pessoas transformadas pelo próprio evangelho). O judaísmo (religião dos judeus baseada na Lei de Moisés) da época de Jesus tinha dois pilares: a circuncisão e a guarda do sábado. Acerca do sábado, havia uma longa lista de tradições acerca do que era proibido fazer neste dia a fim de não quebrar o quarto mandamento. Era um dia de sábado e Jesus e seus discípulos atravessavam uma plantação (v. 1). Os discípulos dele, com fome, pegavam espigas e, debulhando com as mãos, comiam. Pegar espigas para comer numa plantação não era ilegal. A Lei de Moisés permitia isto (Deuteronômio 23.25). Mas, conforme a tradição do judaísmo, eles estavam fazendo dois tipos de trabalho no sábado: colher e debulhar. Aí estava o problema. Sabendo do que eles fizeram, alguns fariseus ficaram indignados e perguntaram: “por que vocês estão fazendo o que não é permitido no sábado?” (v. 2). Jesus não deixou a acusação sem resposta (v. 3-4). O interessante é que Jesus não vai à Lei de Moisés para responder mas a um episódio ocorrido com o maior herói nacional de Israel: o rei Davi. O episódio mencionado está narrado em 1º Samuel 21.1-6. Vamos à história: na época, o rei Saul estava tentando matar seu ex-general Davi por considerá-lo uma ameaça ao trono. Ele estava numa caçada feroz e Davi fugia com um grupo de homens que o acompanhavam. Num destes momentos de fuga, com muita fome, ele e seus homens chegaram à cidade de Nobe, onde estava um grupo de sacerdotes que servia ao Senhor. Davi pergunta ao sacerdote Aimeleque se há pão para ele e seus homens pois estão desfalecidos. O sacerdote diz que não há pão a não ser os pães da proposição.

     Segundo a Lei de Moisés, estes pães da proposição eram consagrados ao Senhor, deveriam ficar no altar por um tempo e, depois, apenas os sacerdotes poderiam comê-los (esta prescrição encontra-se em Levítico 24.5-9). Então Davi recebe os pães da preposição e, desobedecendo claramente uma ordem divina da Lei de Moisés, come os pães com seus homens. Davi nunca foi censurado por isto, nem por Deus, nem pelos homens e é este o exemplo que Jesus usa para defender seus discípulos e dizer que eles estavam certos em colher e debulhar espigas no sábado. Jesus nos ensina com este exemplo do rei Davi que a necessidade humana não se sujeita ao legalismo estéril. Vou dar um exemplo: imagine que um amigo seu está tendo um ataque cardíaco e você consegue levá-lo até a emergência de um hospital. Ao colocá-lo numa maca para o atendimento, a atendente barra a entrada dizendo que é norma do hospital que todo paciente tenha uma ficha preenchida antes de entrar. Segundo ela, você tem de preencher a ficha primeiro, para depois seu amigo receber atendimento. O que você acharia disto? Davi desobedeceu a uma lei divina por risco de morte. O sábado foi feito por causa do ser humano. Para o seu descanso e bem-estar. O ser humano é mais importante que o sábado. No v. 5, Jesus conclui com uma declaração fantástica: “o Filho do homem é Senhor do sábado”. O Filho do homem é Jesus e ele é o dono do sábado. Ele, Jesus, está acima de uma ordenança que ele próprio deu, pois ele é Deus. É Jesus, e somente ele, que interpreta corretamente as leis do Antigo Testamento. O vinho novo do evangelho é que, com Jesus, não existe mais dia sagrado que deva ser guardado: nem o sábado, nem o domingo ou qualquer outro dia. Preste atenção, leitor: o que deve ser guardado, como muito sagrado, não é um dia da semana mas uma pessoa: Jesus Cristo! Não guarde dias, siga a Jesus todos os dias da semana e da sua vida.

     Ouça o apóstolo Paulo: “tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo. Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade e, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude” (Colossenses 2.8-10).

Última atualização em Qua, 17 de Dezembro de 2014 09:24
 
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