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A participação do Brasil na criação do Estado de Israel – Parte 1
Por Samia Laila Missionária da JMM
O Brasil diante do quadro externo após 1945 Após 1945 o quadro político mundial era sombrio, pois havia divergências na política ideológica entre Washington e Moscou, além de uma mútua desconfiança, bem como um antagonismo sobre a partilha de áreas de influência formando um palco para Guerra Fria. A Grã-Bretanha e a França estavam esquecidas, cabendo aos Estados Unidos e a União Soviética a supremacia de grandes potências.
Em março de 1947, o presidente Harry Trumam em seu discurso no Congresso norte-americano, proferiu a Doutrina Trumam – conclamando os norte-americanos e todo Ocidente a luta contra o Totalitarismo Soviético. Consolidando publicamente as divergências entre os Estados Unidos e União Soviética.
O manifesto soviético veio em setembro de 1947 com a criação do COMIFORM (Comitê de Informação dos Partidos Comunistas Operários). Tendo como objetivo a unificação do comunismo na Europa Oriental, com isso obteria o controle político sobre o leste europeu. Em 1948 a Iugoslávia se rebelou, porém as demais democracias populares foram controladas por Stálin, que usou de força repressora para obter o controle político e econômico dessas áreas.
A Guerra Fria se expandiu, quando em 1949 a União Soviética criou o COMECOM (Conselho para Assistência Econômica Mútua) para ajudar na restauração do bloco socialista. A tensão política e militar que previa a exploração da primeira bomba atômica soviética levou o Ocidente a criar a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que tinha por finalidade a defesa coletiva, e contava com apoio participativo dos Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental.
Todo esse clima de animosidade entre as duas superpotências aumentou quando os Estados Unidos tentaram ocupar o controle das regiões que antes pertenciam à França, Holanda e pela Inglaterra o Oriente. Enquanto isso, a Europa perdia o controle político de seus impérios coloniais afro-asiáticos. As metrópoles imperiais estavam enfraquecidas devido à sucessão de crises, desde a Primeira Guerra Mundial, não contendo mais as pressões de emancipação de suas colônias.
A América Latina, após a consolidação política dos Estados Unidos como superpotência, não teve estabilidade econômica a nível internacional, sofrendo sucessivas crises sociais e políticas. Ditaduras militares foram regra nos países latino-americanos, caracterizados por líderes “reformistas, carismáticos, autoritários, com grande apoio popular”. Os que se destacaram foram: Juan Domingo Perón (1946-1955) na Argentina, Lázaro Cárdenas (1934-1940) no México, e Getúlio Vargas (1930-1945) no Brasil.
Porém, ao final da Segunda Guerra Mundial, com o aumento da dívida pública, culminou um processo inflacionário crônico com os governos populistas demonstrando sua incapacidade de desenvolvimento econômico diante da crise. Temendo o socialismo, as burguesias nacionais aliaram-se às velhas oligarquias rurais armadas proporcionando assim, golpes militares com objetivo de liquidação do populismo.
No Brasil, após quinze anos de ditadura, o país passa por um golpe militar e o general Eurico Gaspar Dutra assume a presidência. A política externa de Dutra foi marcada por intercâmbios com Chile e Estados Unidos, Canadá e Uruguai recebendo seus respectivos representantes no Brasil em 1947 e 1948. |