Textos e Estudos Bíblicos
João Batista: O Elo entre o Antigo e o Novo Testamentos da Bíblia PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Ter, 28 de Julho de 2015 09:00

JOÃO BATISTA: O ELO ENTRE O ANTIGO E O NOVO TESTAMENTOS DA BÍBLIA

Lucas 7. 24-28

O texto bíblico de hoje é difícil de explicar. Tenho de dar algumas orientações. O povo escolhido de Deus no Antigo Testamento é Israel, uma nação que proveio de Abraão. Nela, houve reis, sacerdotes e outros tipos de líderes, mas os que mais se destacaram foram os profetas, pois traziam a palavra do Senhor. Desde a profecia de Malaquias (último profeta) até Jesus, passaram-se aproximadamente 400 anos. Não houve profetas neste período em Israel. Eis, então, que surge João Batista. O povo reconhece nele um profeta de Deus. Enquanto João está pregando, Jesus aparece em cena e começa seu ministério (é o início do que chamamos Novo Testamento). Uma palavra de Jesus em Lucas 7.24-28 vai nos mostrar que é exatamente João Batista que promove o encontro entre estes dois testamentos e que ele é o maior profeta do Antigo Testamento. Quando os mensageiros de João Batista saíram, Jesus faz algumas perguntas à multidão que estava consigo (v. 24). As perguntas giravam em torno da pessoa de João Batista. Quem eles foram ver no deserto? Primeira hipótese: “um caniço agitado pelo vento?”. Caniço é uma planta bem delgada que cresce à beira de lagos e se inclina com o vento. Seria João Batista uma pessoa subserviente às autoridades ou a tradições sociais? Resposta: não! Segunda hipótese: seria João Batista uma pessoa de vida fácil, cercada de luxo, prazeres e riquezas? (v. 25). Certamente, não! Quem vive assim mora em palácios e não no deserto. Preste atenção: os verdadeiros servos de Deus não são pessoas subservientes, dominadas pelo medo das circunstâncias e tudo fazendo pelo temor de um futuro difícil e tampouco será alguém que vive no luxo e em prazeres sem se importar com os outros.

Jesus pergunta se eles foram ver um profeta (v. 26). A esta pergunta, ele responde com um sonoro “sim”! Ou seja: finalmente, depois de 400 anos, Deus voltou a falar através de alguém que ele enviou. Porém, diz Jesus, João Batista foi muito mais que um profeta. Jesus quer dizer que João foi o maior dos profetas do Antigo Testamento. Por quê? A resposta encontra-se no v. 27: “este é aquele de quem está escrito: ‘eis aí envio ante a tua face o meu mensageiro, que há de preparar adiante de mim o teu caminho’”. Há aqui três razões por que João Batista é o maior dos profetas: 1ª) ele é o único profeta que teve sua existência e missão profetizadas por outro profeta (veja Malaquias 3.1); 2ª) ele é o mensageiro que Yahweh (Jeová) iria enviar antes da chegada do próprio Yahweh (Jesus); 3ª) sua missão é preparar o caminho para Jesus: ele traz a mensagem que todos deveriam arrepender-se de seus pecados, voltar-se para Deus de coração e viver uma vida de santificação. A revelação de Deus foi progressiva em todo o Antigo Testamento. Naquela linha de revelação, João Batista é o maior dos profetas e isto ocorre porque ele faz a conexão com Jesus. Então Jesus diz uma palavra difícil de entender: “pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João (Batista); mas aquele que é o menor no Reino de Deus é maior do que ele” (v. 28). Vamos entender isto. Jesus diz que, na linhagem profética do Antigo Testamento, João Batista foi o maior de todos. Como se participava da aliança do Antigo Testamento? Nascendo de uma mulher judia, daí a expressão “entre os nascidos de mulher” que é uma referência à antiga aliança feita com Moisés no Monte Sinai (Êxodo 19.1-8).

Com Jesus, as coisas mudam, pois ele traz o Reino de Deus através de uma nova aliança. A aliança de Deus não é mais feita com um povo racial chamado Israel e sim com todas as pessoas que creem em Jesus, independentemente da raça ou povo na qual se nasceu. Esta é mensagem do Reino de Deus (Marcos 1.14-15). João Batista é da antiga aliança (Antigo Testamento); Jesus é da nova aliança (Novo Testamento). Quem participa da nova aliança em Cristo, mesmo que seja o menor de todos, está numa posição superior e melhor do que todos da antiga aliança. Por isto, o menor no Reino de Deus é maior do que João Batista. O que isto significa para nós? Se você está nesta aliança com Cristo, salvo por seu amor demonstrado na cruz, então você é um privilegiado. Diferente de todas as pessoas que viveram no Antigo Testamento, você conhece Jesus, o Salvador, de uma forma pessoal. Seus pecados foram perdoados somente pela fé em Jesus, sem necessidade de derramar sangue de animais. Você não precisa ir num templo para orar, mas pode fazer isto em qualquer lugar. Você aguarda a segunda vinda de Jesus e tem a certeza de que irá para o céu por causa do sacrifício dele. Sim, você está numa altíssima posição. Viva de uma maneira digna dela.

 
JORNADA DA DÚVIDA E OS FATOS DA FÉ PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Ter, 21 de Julho de 2015 09:28

JORNADA DA DÚVIDA E OS FATOS DA FÉ

Lucas 7.18-23

Qual o crente que, em algum momento da vida, não duvida de sua fé? Em algumas ocasiões da minha vida, eu fiquei me perguntando se tudo que eu acreditava sobre Deus, Jesus e o evangelho seria, de fato, verdadeiro. Algumas vezes surgia a dúvida em mim: “será que o Deus no qual acredito realmente existe?”. Em certo sentido, a dúvida é saudável pois ela nos leva a buscar por bases em nossa fé. Em Lucas 7.18-23, encontramos um servo de Deus em dúvida e que, de alguma maneira, faz uma jornada com a finalidade de continuar a crer. João Batista estava preso a mando do rei Herodes. Os discípulos contaram a João a história da ressurreição do jovem filho de uma viúva de Naim e muitos outros milagres de Jesus (v. 18). João Batista havia falado sobre “aquele que vem” depois dele e que era muito maior que ele (Lucas 3.16-17). João Batista acreditava que este era Jesus, a quem havia batizado. Mas agora estava com dúvida se este que viria era Jesus mesmo ou outra pessoa (v. 19). No pensamento de João Batista, Jesus não cabia no seu figurino do Messias prometido. Muitas vezes isto acontecesse conosco: Jesus não resolve os nossos problemas conforme queremos e a dúvida brota em nosso coração. Preso, João Batista envia dois discípulos a Jesus com a seguinte pergunta: “és tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?”. João Batista fez o certo: quando teve dúvidas, perguntou diretamente a Jesus. Quando você tiver dúvidas acerca de Jesus ou de Deus, pergunte a ele em oração. Fale a ele da sua dúvida. Ele vai gostar desta sua atitude e vai responder a você.

Por incrível que pareça, a exposição da dúvida em oração significa fé. Os dois mensageiros foram até Jesus e expuseram para ele a dúvida de João Batista conforme ele tinha orientado (v. 20). Ao ouvir a pergunta, Jesus curou, na frente deles, muitas pessoas que tinham males físicos, males emocionais (paz para o sofrimento), possessões demoníacas (cura espiritual) e concedeu visão a muitos que eram cegos (v. 21). Foi muita, muita gente que eles viram Jesus curar. Jesus então responde aos discípulos assim: “voltem e anunciem a João o que vocês viram e ouviram: os cegos veem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e as boas novas são pregadas aos pobres” (v. 22). Jesus manda que eles anunciem a João Batista o que eles viram: os fatos. Nossa fé em Jesus não está baseada em filosofias de vida, palavras de autoajuda ou êxtases místicos. Ela está baseada em fatos históricos comprovados por testemunhas idôneas. Historicamente, ouve uma manjedoura, uma cruz e um túmulo vazio. Houveram milhares de milagres feitos por Jesus. Houve nele um amor que reconstruiu a vida destas pessoas sofridas. Os pobres, que eram os mais sofridos, receberam as boas novas da salvação e do perdão de Deus.

João Batista estava esperando um Messias Juiz que julgaria a todos os pecadores de uma forma muito pesada. Mas, o Messias Jesus usava a força do Amor para trazer redenção, perdão e uma vida melhor para todos que se achegassem a ele. O próprio Antigo Testamento tinha dito que o Messias se comportaria assim (leia Isaías 35.2-6). É o amor de Jesus que restaura nossas vidas. E Jesus continuou a dizer: “E bem-aventurado é aquele que não se escandaliza por minha causa” (v. 23). É feliz, encontrou a alegria de viver a pessoa que, ao ver e ouvir acerca de Jesus, não duvida dele, não se escandaliza, não o rejeita como Salvador. Pelo contrário, segue-o com fé porque descobriu que ele é o Messias de Deus que veio para salvar e modificar para melhor a sua vida. Tenho um amigo que tem uma grande fé em Jesus. Já enfrentou situações dificílimas na sua vida com esta fé. Certa vez, um colega de trabalho perguntou para ele: “ô Zé, e se tudo isto que você fala de Jesus for mentira, não for verdadeiro? Que adiantou você acreditar nisto?”. Ele respondeu ao seu colega: “se tudo o que eu acredito for falso, eu ainda terei vivido feliz por ter acreditado e tive uma vida correta pela qual valeu a pena viver. Não perdi nada, pois vivi feliz. Agora eu pergunto a você, e se tudo que eu acredito for verdadeiro, o que você, que não crê, vai fazer?”. A verdadeira fé não elimina as dúvidas ocasionais, mas responde a elas com os fatos do que Jesus fez e faz em nossas vidas. Você tem a alegria de crer em Jesus como seu Salvador?

Última atualização em Ter, 21 de Julho de 2015 09:37
 
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