Textos e Estudos Bíblicos
Jesus, a Prostituta e o Religioso(2ª parte) PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Ter, 01 de Setembro de 2015 08:49

JESUS, A PROSTITUTA E O RELIGIOSO (2ª PARTE)

O AMOR BROTA DO PERDÃO

Lucas 7.39-47

Jesus estava jantando na casa de um religioso, um fariseu, chamado Simão. Além dos convidados, muita gente da cidade assistia àquele jantar porque Jesus era um personagem famoso. No meio do jantar, uma mulher prostituta, bem conhecida na cidade, vem trazendo um perfume caríssimo num frasco também caro. Achega-se aos pés de Jesus, chora copiosamente e, com suas lágrimas lava os seus pés e enxuga-os com seus cabelos. Beija-lhe os pés e derrama o seu perfume neles, honrando Jesus e enchendo aquela casa de um doce perfume. Todos, naquela sala, estão “eletrizados” com o que acontece e aguardam com expectativa o desfecho desta história.

Lucas continua a nos contar a história em Lucas 7.39-47. O religioso fariseu Simão, ao observar esta cena, pensou consigo: “se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: "uma pecadora" (v. 39). O fariseu faz um juízo de valor acerca de Jesus: ele não é profeta. A certeza dele provinha do fato de que Jesus era incapaz de identificar que a mulher que lhe tocava era uma prostituta. O fariseu Simão calculava que, se Jesus soubesse disto, ia mandar aquela mulher embora imediatamente e ia lhe dar uma bronca tão grande por ela, sendo uma pecadora, ter-lhe tocado. Simão nutre, internamente, um desprezo por Jesus maior ainda. Jesus, então, diz a Simão que tem uma pergunta a lhe fazer (v. 40). Por obrigação de anfitrião, ele pede que diga a pergunta. Jesus é maravilhoso: ele primeiramente vai tentar consertar a vida daquele religioso que gostava de seguir regras e se achava santo. Depois, ele vai cuidar daquela mulher. A pergunta para Simão era uma maneira de ensinar todos que estavam na casa. Aí Jesus vem com uma história (v. 41): dois homens deviam a um credor.

O primeiro devedor ganhava salário mínimo (hoje R$ 724,00) e devia R$ 12.000,00 e o segundo que também ganhava salário mínimo devia R$ 1.200,00. Lembremo-nos que, na época de Jesus não havia empréstimos bancários e um homem podia até ser vendido como escravo ou vender seus filhos para pagar suas dívidas. Eles não tinham como pagar e estavam numa situação aflitiva. O credor, sabendo que não iriam conseguir pagar-lhe, resolveu dar um presente a ambos: o perdão de suas respectivas dívidas (v. 42). A pergunta de Jesus a Simão é: “qual deles o amará mais?”. Com desdém, Simão responde: “suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior” (v. 43). Veja o que ele diz: “suponho”. Jesus não se dá por vencido e diz a ele: “você julgou bem”. Agora, o Mestre começa a comparar as atitudes do religioso Simão com a da prostituta arrependida (v. 44-46). Jesus volta-se para a mulher, olha para ela mas continua a conversar com Simão. Jesus faz três comparações entre a mulher e Simão. A primeira é que ele chegou à casa e Simão não mandou um escravo lavar os seus pés. Isto indicava, na época, uma falta grave de hospitalidade. A mulher lavou o seus pés com lágrimas e enxugou-os com seus cabelos. Fez isto com sentimento, algo do íntimo de seu ser. Segunda comparação: quando chegou, Simão não o beijou no rosto, que era uma saudação de apreço. A mulher não parou de beijar afetuosamente os seus pés, o que indicava profunda reverência e honra. Terceira comparação: quando chegou, Simão não ungiu a cabeça do seu hóspede com óleo que era um procedimento para pessoas importantes. A mulher ungiu os pés de Jesus com um perfume caríssimo. Conclusão: Simão não teve nem mesmo o respeito social por Jesus. Ou seja, Simão achava que ele não devia absolutamente nada por Jesus. Nunca poderia amá-lo.

A mulher se quebrantou perante Jesus por causa da mudança que Jesus graciosamente fez nela. Ela era a devedora de R$ 12.000,00 que nunca poderia pagar, mas foi perdoada. Jesus conclui sua conversa com Simão dizendo: “portanto, eu lhe digo: os muitos pecados dela lhe foram perdoados; pois ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama” (v. 47). Os pecados dela, que eram muitos, foram perdoados por Jesus porque ela se arrependeu. Deste perdão, brotou um grande amor porque quanto maior o perdão da dívida, maior amor. Quem não se vê tão pecador, quando é perdoado, pouco ama. Mas há pessoas, como o religioso Simão, que nem se veem como pecadores. A sua religiosidade esconde-os de si mesmos. Vivemos num país em que as pessoas são muito religiosas. A grande maioria das religiões tenta passar para a pessoa uma autoimagem na qual ela é vista como pessoa boa que faz atos bons. Isto leva à ilusão de que a pessoa, apesar de seus poucos e pequenos erros, faz jus à salvação, a ir para o céu.

O que Jesus nos ensina aqui é que religiosidade (personificado em Simão) pode levar uma pessoa para muito longe de Deus, pois faz dela uma pessoa autossuficiente para sua própria salvação. O que Jesus deseja é que sejamos como a mulher prostituta que se viu cheia de pecados e incapaz de salvar-se. Por isso, ela recorreu a Jesus para conseguir, não capacidade para ser boa, mas sim perdão dos seus pecados. Toda vez que alguém chega sem nada de seu para oferecer perante Jesus, ele vai perdoá-la por conta do seu sacrifício na cruz. Não somos nós que somos bons, mas Jesus que é amoroso, gracioso e perdoador. Só Jesus Cristo salva.

Última atualização em Ter, 01 de Setembro de 2015 08:57
 
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Escrito por Redação CBB   
Seg, 24 de Agosto de 2015 09:07

JESUS, A PROSTITUTA E O RELIGIOSO (1ª PARTE)

UMA PROSTITUTA ARREPENDIDA

Lucas 7.36-50

Hoje em dia, as pessoas querem Jesus, mas também desejam viver em seus pecados. É comum alguém dizer que tem Jesus, mas vive transando em motéis como se fosse algo normal. Ou alguém ganhar dinheiro desonestamente e dar o dízimo sem nenhum problema de consciência. Ou tratar muito mal a família e estar no domingo levantando as mãos no louvor em um culto. Parece que não há mais o ensino bíblico de que viver com Jesus significa rejeitar o pecado. A expressão “eu me arrependo, Senhor” sumiu das orações. Hoje, com Jesus no coração, cabe tudo na vida, inclusive os pecados. Será que o Evangelho aceita este tipo de atitude? É o que veremos no texto de Lucas 7.36-38. Esta é a primeira parte de um texto maior que compreende Lucas 7.36-50, onde atuam três personagens: Jesus, uma prostituta e um religioso.

Um fariseu convida Jesus para jantar em sua casa (v. 36). Não nos é dito o nome da cidade, mas o fariseu era famoso nela. Fariseus eram homens muito religiosos que seguiam corretamente e ao pé da letra a Lei de Moisés, que regulava a vida religiosa dos judeus. Formavam uma casta religiosa muito acima do povo ao qual desprezavam. Nesta época, já há um mal estar entre Jesus e os fariseus, porém Jesus, muito sociável, aceita o convite e vai jantar. Para entendermos esta história, preciso falar como era um jantar naquela época. Não havia cadeiras e mesas como há hoje. O jantar era servido sobre uma toalha no chão. As pessoas se reclinavam rente ao chão e havia almofadas no qual eles se apoiavam com o braço esquerdo para comer com o direito. Não havia talheres e comia-se com as mãos. Por conseguinte, os pés ficavam para fora da mesa. Num jantar público como este, só os convidados estavam à mesa, mas a porta da casa do anfitrião ficava aberta e qualquer pessoa da cidade podia entrar e assistir ao banquete. Sendo Jesus uma pessoa famosa, podemos imaginar que a casa do fariseu estava cheia de pessoas assistindo o banquete. Uma mulher pecadora ficou sabendo que Jesus estava jantando na casa do fariseu (v. 37). “Mulher pecadora”, na época, era uma forma de dizer “prostituta”, assim como hoje usamos a expressão “garota de programa”. Parece-me que a palavra “prostituta” ofende os homens e preferem então trocá-la por outra. A cidade não era grande, logo ela era uma “pecadora” bem conhecida ali. Por ser uma mulher discriminada, podia muito bem ter ficado no seu canto, mas, assim que soube, pegou um perfume muito caro (mirra) em um vaso de alabastro que também era caríssimo. Todas as suas economias advindas da prostituição estavam naquele vaso e perfume. E lá foi ela em direção à casa do fariseu com seu vaso de perfume. Ela sabia que poderia entrar porque a porta estaria aberta, mas era grande a audácia e coragem daquela mulher entrar na casa de um “santo” fariseu.

Ela estava muito determinada no que ia fazer. Ela entra na casa e coloca-se aos pés de Jesus, por detrás. Creio que imediatamente fez-se silêncio total na casa do fariseu. Todos estavam atentos ao que ia acontecer. Ela não podia chegar até a cabeça de Jesus para ungi-lo por causa da posição dele e dos demais convidados. Por isso, para aos seus pés (v. 38). Veja bem: ela ia ungir os pés de Jesus com o perfume, mas diante dele, começa a chorar copiosamente. Por que ela chora? Ela chora por ela e por sua vida de pecado. Das duas uma: ou aquela mulher tinha ouvido uma mensagem de Jesus ou tinha tido uma conversa pessoal com ele antes de entrar na casa. De qualquer forma, as palavras de Jesus levaram-na a pensar acerca de si mesma e da vontade de Deus para ela. O choro dela aos pés de Jesus era um choro de pesar, de lamento por sua própria vida cheia de pecados e erros. E mais, ela estava declarando que, por causa dele, ela estava se arrependendo da vida que levava e mudando sua história. Aquela mulher estava abandonando a prostituição para viver uma vida debaixo da vontade de Deus. Prezado leitor: encontrar-se com Jesus significa arrepender-se dos pecados que se tem, abandoná-los e seguir novo rumo de vida. Suas muitas lágrimas molharam os pés de Jesus e ela, soltando seus longos cabelos, enxuga-os. Era uma vergonha para uma mulher soltar seus cabelos em público. Mas, se é para Jesus, ela assumia esta vergonha. Depois beijou os pés de Jesus em profunda reverência, pois este era o costume diante de um mestre muito importante. Depois disto, ela ungiu seus pés com o perfume que trouxera. Ou seja, tudo que tinha conseguido na vida, agora era para Jesus, para honrá-lo, para fazê-lo feliz. Isto é arrependimento!

Leitor: qual é o pecado que você carrega consigo? Um amante? Drogas? Embriaguez? Desonestidade com o dinheiro de algum tipo? Péssimos relacionamentos na família ou com outras pessoas? Maus pensamentos constantes? Diante deste amado Salvador, que é Jesus, o que você vai fazer? Continuar na mesma situação ou arrepender-se e mudar de vida?

Última atualização em Ter, 01 de Setembro de 2015 08:57
 
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