>>
“BENEDICTUS” – 1ª PARTE - BENDITO SEJA DEUS (Lucas 1.67-75) PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Seg, 24 de Março de 2014 09:31

“BENEDICTUS” – 1ª PARTE
BENDITO SEJA DEUS
Lucas 1.67-75


Whitson Ribeiro da Rocha
Pastor na Missão Batista Esperança – Presidente Prudente, SP


Pensando por cerca de nove meses, tempo em que ficou mudo, o velho sacerdote Zacarias elaborou este cântico de louvor a Deus quando apresentou seu bebê de nome João para ser circuncidado, segundo a lei de Moisés. Este cântico de Zacarias é conhecido como “benedictus” (bendito), pois esta é a primeira palavra que aparece no texto na tradução para o latim. Hoje estudaremos a primeira parte do cântico que se encontra em Lucas 1.67-75.

O cântico é, na verdade, uma profecia que Zacarias proferiu quando ficou cheio do Espírito Santo (v. 67). Veja, Jesus ainda não havia nascido e o Espírito Santo já enchia e usava as pessoas preparando a grande salvação de Deus. Tudo que Zacarias vai falar vem do Espírito Santo e, por ser palavra de Deus, devemos acatar em nossas vidas. Nesta época, ele é um homem idoso mas isto não o impede de ser usado por Deus Espírito Santo. Nunca diga que a vida já acabou para você, pois o Senhor tem prazer em tornar-lhe uma pessoa útil no seu Reino. Você, com todas as suas limitações físicas, pode fazer uma grande diferença no mundo. Ore, ouça e descubra como ser bênção.

Zacarias louva e bendiz ao Senhor Deus de Israel, povo ao qual se revelou no Antigo Testamento e cumpriu as promessas que fez (v. 68). Por que o Senhor Deus é bendito? Por que “devemos falar bem dele”?

1º) Porque Deus age para com o seu povo com amor (v. 68): Deus visitou (veio até nós na pessoa de Jesus Cristo) e remiu, salvou este povo (através da morte de Jesus). Não é o povo que se salva por fazer o correto mas, sim, Deus salva o seu povo por sua graça. O povo de Deus no Antigo Testamento era Israel, após Jesus Cristo é a Igreja. Quando falo da Igreja, não me refiro às instituições (Igreja Católica, Igreja Evangélica ou suas denominações). Falo de todos aqueles que seguem a Jesus de uma forma compromissada e que foram transformados por ele. A este povo, Deus ama e salva!

2º) Porque Deus faz surgir uma poderosa salvação (v. 69-70): chegou a hora de Deus salvar o seu povo, levantando um salvador para nós. Esta pessoa tinha de ser um descendente do rei Davi pois isto estava prometido no Antigo Testamento. Jesus Cristo é o salvador que Deus enviou e seu evangelho (boas-notícias) tem poder para salvar qualquer pessoa como disse o apóstolo Paulo: “não me envergonho do evangelho [de Jesus] pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16).

3º) Porque Deus livra-nos dos nossos inimigos (v. 71): nossa trajetória, como povo de Deus, neste mundo não é fácil. Há inimigos que querem nos destruir. Estes são os demônios que estão ativos contra nós e os homens maus que desejam matar nossa fé. Mas Deus, em Cristo, nos liberta de nossos inimigos. O v. 74 diz que “libertados da mão de nossos inimigos” podemos servir a Deus. Em Cristo Jesus, nós já fomos libertos, ou seja, não somos mais escravos nem de demônios e nem de homens maus. Podemos resistir a eles: “resisti ao Diabo e ele fugirá de vós” (Tiago 4.7). Fico espantado com algumas igrejas evangélicas que fazem cursos de “cura de maldições hereditárias” ou “libertação espiritual” ou outros nomes e ensinam que um servo de Deus pode ainda estar debaixo da servidão de demônios por suas atitudes ou vícios que pratica. Em Cristo, pela fé, já somos livres do poder dos demônios. A vitória foi feita por Cristo na cruz há dois mil anos atrás. Eu não preciso tomar posse ou passar por um ritual de libertação pois já é minha. O que eu preciso é, dia a dia, lutar contra as minhas tentações e me santificar. Não somos mais escravos de nossos inimigos pois Deus nos libertou.

4º) Porque Deus cumpre sua aliança (v. 72-73): ao ser salvador hoje, Deus está cumprindo a aliança que fez com seu povo no Antigo Testamento. Porque Deus é pleno de fidelidade, tudo que ele jurou, agora cumpre. Deus nunca abandonou a aliança que fez com seu povo. Mas, o povo abandonou a aliança e é por isso que Zacarias diz que Deus usou de misericórdia. Se fosse usar de rigor, Deus teria de abandonar esta aliança pela quebra dela por parte do povo. Mas, Deus conhece nossa fraqueza e tem misericórdia de nós. Grande Deus!

Por que Deus faz tudo isto por nós? Deus quer trazer para si um povo que o adore e viva em retidão (v. 74-75). Deus quer que o adoremos: cante e ore louvores a ele, fale dele aos outros, fale do seu amor, da sua graça, da sua salvação. Tenha o temor de Deus em seu coração e o sirva em todos os seus atos de vida. Mas, veja bem, Deus quer que esta adoração seja feita com retidão e justiça. Não dá para você proclamar a Deus e ter uma vida carregada de pecados, sendo injusto, maltratando e aproveitando-se das pessoas a seu redor. Não dá para ter temor de Deus no coração e viver na imoralidade sexual. Não dá para servir a Deus e não ter amor pelo próximo. A chamada é vivermos em retidão e justiça na presença dele todos os dias de nossas vidas.

Você quer se unir a Zacarias e dizer que Deus é bendito? Que ele é bom? Agradecer pela poderosa salvação que ele lhe concedeu em Jesus Cristo? Ao terminar de ler este texto, faça uma oração ao bendito Deus dizendo o quanto você o admira.

 
GLÓRIA E PAZ (Lucas 2.13-14) PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Seg, 17 de Março de 2014 10:04

GLÓRIA E PAZ
Lucas 2.13-14


Whitson Ribeiro da Rocha
Pastor na Missão Batista Esperança – Presidente Prudente, SP


Certa vez, em uma das igrejas da qual fui pastor, fizemos uma pesquisa no bairro para detectar quais as necessidades da comunidade e ver no que poderíamos ajudar. A última pergunta da pesquisa era de cunho pessoal. Ela dizia: “o que você mais deseja para si?” Cerca de 90% dos entrevistados responderam com uma palavra: “paz”. Este é o grande anseio das pessoas na sociedade violenta e desumana na qual vivemos. Por falta de paz, milhares de pessoas estão suicidando-se hoje. O texto de Lucas 2.13-14 fala-nos como podemos conseguir a paz tão desejada.

Depois que o anjo anunciou o nascimento de Jesus Cristo (v. 10, 11), os pastores viram uma multidão imensa, inumerável de anjos (v. 13). Eram um verdadeiro exército, mas não de guerra, e sim de paz. Todos eles vêm com uma só missão: adorar o menino que tinha nascido em Belém. Enquanto a humanidade seguia ignorante acerca do feliz acontecimento daquela noite, os anjos irrompiam em louvor a Deus. Os anjos de Deus alegram-se pela salvação dos homens, operada por Cristo Jesus. Eles louvam Deus pelo que ocorreu num curral de Belém.

Um coro imenso de anjos canta um hino composto por duas estrofes (v. 14). Como deve ter sido linda a música que os pastores ouviram! A primeira estrofe do hino diz: “glória a Deus na mais alta posição”. O nascimento de Jesus produz uma profunda glória a Deus. Ele é exaltado acima de tudo e de todos. Bem mais que a feitura de um sol ou uma galáxia, mais que a formação de um animal, planta ou um ser altamente sofisticado como é o homem, o fato de Deus Filho tornar-se também homem é de um poder, uma sabedoria e um amor tão grande que não temos condições de aquilatar. O plano de Deus Pai de salvar a humanidade foi colocado em marcha. Deus merece ser louvado!

A segunda estrofe diz: “e sobre a terra, paz nos homens que são desejados para o bem (por Deus)”. Observe, em primeiro lugar, que a paz na vida dos homens provém da glória de Deus. Quando Deus é honrado na vida das pessoas, quando ele ocupa o centro da existência dos seres humanos, então há paz nos homens. Ninguém encontrará paz no seu ser senão quando, encontrando-se com Jesus Cristo, decide que vai viver para honrar Deus. Quando o ser humano ignora Deus, blasfema dele, não obedece os seus mandamentos, o que lhe sobra é a angústia, o desespero e um profundo sentimento de vazio. Aqueles que vivem uma vida muito angustiada são pessoas para quem Deus nada significa. Quão diferente é a vida daquele que glorifica a Deus: há propósito em viver, há segurança, há paz.

Para entendermos uma segunda lição desta segunda estrofe do hino dos anjos, eu preciso corrigir uma tradução. Neste versículo, firmou-se a seguinte tradução: “paz na terra aos homens de boa vontade”. Há um erro nesta tradução. No texto grego do Novo Testamento (língua original em que foi escrito o texto bíblico) a “boa vontade” não é dos homens, mas de Deus. Traduzindo um pouco mais literalmente temos: “paz nos homens que são desejados para o bem (por Deus)”. A paz está apenas nos homens que Deus deseja para o bem. Há pessoas que Deus chama com propósitos de salvação. Há pessoas com quem Deus vai marcar um encontro através de Jesus. Deus deseja estas pessoas para si e vai fazer a elas todo o bem de seu coração paterno. Este encontro se dá quando a pessoa decide seguir a Jesus e recebe-o como seu salvador e Senhor. O encontro de Deus com estes que ele ama chama-se conversão a Jesus. Preste atenção: deste encontro, vem a paz! Paz com Deus, paz consigo mesmo e paz com os outros.

Leitor, falo com você que vive angustiado e já pensou em suicidar-se. Viver tornou-se um fardo tão pesado que pensa que, fugindo da vida, pelo menos terá descanso. Tudo acabará. Ouça! Você pode mudar radicalmente sua situação e experimentar uma paz que nunca acabará, sejam quais forem as circunstâncias. Esta mudança radical consiste em correr para os braços do Pai através de um encontro pessoal e decidido com o Senhor Jesus. Faça uma oração e, com suas palavras, peça a Jesus que se revele a você e mude sua vida. Peça a ele que lhe dê a paz que ele prometeu aos que o seguissem: “deixo-vos a paz; a minha paz vos dou” (João 14.27).

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Pagina 1 de 49

 

Copyright © 2014 Portal Batista. Todos os direitos reservados.
Rua Senador Furtado, 56 - Rio de Janeiro - RJ / CEP 20270-020 / (21) 2157-5557