Textos e Estudos Bíblicos
EM DIA DE FESTA DE CASAMENTO,NÃO SE FAZ JEJUM PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Seg, 24 de Novembro de 2014 09:00

EM DIA DE FESTA DE CASAMENTO, NÃO SE FAZ JEJUM

LUCAS 5.33-35

Há dias em nossa vida nos quais jejuamos. Quando temos de fazer um exame clínico ou cirurgia, um velório de um parente, o desaparecimento de um amigo. Uma situação muito triste faz-nos perder a vontade de comer. Totalmente diferente são as comemorações. Nelas, fazemos questão de comer juntos e celebrar a alegria daquela vitória. Em nossa sociedade, a maior comemoração é a do casamento. Geralmente, os noivos fazem uma festa. Todos os convidados preparam-se para este momento e vão dispostos a comer e a festejar: é a alegria pelo casamento dos noivos. No texto de Lucas 5.33-35, Jesus mostra-nos quais destas atitudes estão de acordo com o seu discipulado. No momento deste texto, havia em Israel três grandes grupos de discipulado: o grupo de discípulos de João Batista, que continuava seu ministério, o de Jesus e os discípulos dos fariseus. O grupo de discípulos de João Batista e dos fariseus praticavam jejuns e orações como elementos de sua religiosidade. Os fariseus chegavam a jejuar duas vezes por semana. Eles entendiam que o jejum era uma forma de ganhar méritos pessoais em relação a Deus. Mas, este grupo percebeu algo estranho: embora orassem, eles nunca viram os discípulos de Jesus fazerem jejum. Ficaram intrigados com isto porque lhes parecia uma falta de espiritualidade muito grande. Por isso, foram perguntar a Jesus: “os discípulos de João jejuam frequentemente e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem” (v. 33). Observe que os discípulos de Jesus caracterizavam-se pela alegria do comer e beber. Alegria, e não a tristeza, é uma marca do Espírito Santo (Gálatas 5.22,23). Jesus responde a eles com uma situação (v.34). Numa festa de casamento, hora de profunda alegria, será que algum casal de noivos proporia aos padrinhos e convidados que fizessem jejum na festa? Claro que não! O momento é de celebração, alegria e muita comida, não de tristeza.

Preste atenção a dois ensinos preciosos de Jesus com esta ilustração da festa de casamento. Primeiro: Jesus apresenta-se como um noivo e sua presença entre os discípulos é motivo de alegria. Quem segue a Jesus terá uma vida de alegria no contexto geral, embora apareçam momentos de tristeza. Esta alegria não ocorre porque a vida vai bem e sim por causa da presença de Jesus nela. Segundo: Jesus nos orienta a não seguir ritos por causa de religião ou mérito pessoal (ex.: jejuar) mas só tomar atitudes que estejam ligadas a ele. Eu não preciso cumprir ritos religiosos, mas preciso obedecer àquilo que vai exaltar ou aumentar minha comunhão com Jesus. No v. 35, Jesus diz que, para seus discípulos, chegarão dias tristes. O noivo será tirado violentamente deles. É uma das primeiras vezes que Jesus fala da cruz. De forma violenta, o noivo cuja presença traz alegria, seria retirado desta comunhão para ser pregado de uma forma injusta e vil na cruz do Calvário. Nestes dias de dor e de crise, os discípulos jejuarão. Sim, há lugar para o jejum entre os seguidores de Jesus mas será sempre ligado a momentos de dor e de crise pessoal e coletiva. Nunca será uma atitude constante pois o que prevalece é a alegria da presença de Cristo. O que Jesus nos ensina sobre o jejum quando é feito por motivos de fé?

1º) Jejum não é moeda de troca com Deus. Há pessoas que pensam que porque jejuam constantemente, Deus fica obrigado a dar a elas o que desejam. Deus não tem nenhuma obrigação ou dívida a saldar com quem jejua. Se você quer entender isto melhor, leia Isaías 58.1-7 e descubra qual é o tipo de jejum que agrada a Deus.

2º) Jejum não é um ato piedoso em si mesmo mas reação apropriada diante de situação de tristeza, crise espiritual, pecados que precisam ser expurgados da vida ou decisão difícil e importante a ser tomada. Este momento de jejum deve vir acompanhada de orações pois o jejum só serve se for uma busca piedosa do Senhor.

3º) A vida com Jesus não se caracteriza pela tristeza mas pela alegria. O verdadeiro crente estará muito mais em refeições do que em jejuns. Afinal, o noivo disse: “estou com vocês todos os dias até que os tempos terminem” (Mateus 28.20). Um brinde ao noivo!

Última atualização em Seg, 24 de Novembro de 2014 09:28
 
JESUS VEIO PARA GENTE RUIM PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Ter, 18 de Novembro de 2014 09:24

JESUS VEIO PARA GENTE RUIM

LUCAS 5.27-32

Hoje em dia, há uma dificuldade muito grande dos homens (masculino) irem ao médico. Até propaganda, neste sentido, o pessoal da saúde anda fazendo. As mulheres vão ao médico em muito maior número e muito mais vezes e, por causa disto, estão se prevenindo de doenças e vivendo mais. Os homens só vão quando a crise aperta e a dor fica insuportável. Procura o médico quem se vê doente ou com possibilidades reais de ficar doente. No texto de Lucas 5.27-32, aprendemos que as pessoas que se achegam a Jesus Cristo são aquelas que se acham ruins, não aquelas que se acham boas. Estranho, não é?

Jesus foi na coletoria de impostos de Cafarnaum e viu um publicano (coletor de impostos, fiscal) ali (v. 27). Os publicanos eram pessoas odiadas pelos israelitas e havia motivo para isto: naquela época, Israel era dominado pelo Império Romano. Para o povo de Israel, isto era uma vergonha e humilhação sem fim pois eles se julgavam o povo escolhido por Deus. Esses romanos cobravam pesados impostos de pessoas pobres. Quem arrecadava estes impostos eram os publicanos. Publicanos eram israelitas que firmavam um contrato com o Império Romano. A grande maioria deles era desonesta. Além de arrecadar o que o Império determinava para si, eles cobravam a mais e este excedente ia para o bolso deles. Eles eram odiados porque, sendo israelitas, cooperavam com os opressores e ainda por cima eram ladrões de seu próprio povo. Jesus viu um publicano trabalhando e disse a ele: “siga-me”. Estranho este Jesus. Ao invés de procurar gente boa para o seu discipulado, procura um homem desse tipo: mal falado, com fama de ladrão, traíra! Seria semelhante a você chamar um adolescente que faz pequenos furtos a frequentar sua casa. Você faria isto? Outra reação interessante foi a do Levi. Levantou-se, deixou tudo e começou a segui-lo (v. 28). Levi tomou uma decisão difícil. Ele abandonou uma vida financeira muito boa e toda a sua riqueza. Se seguir a Jesus não desse certo, ele não conseguiria voltar para a coletoria. Por isso o texto bíblico diz que ele deixou tudo. É assim que qualquer pessoa torna-se discípulo de Jesus: em seu coração, ele precisa abrir mão de tudo, mesmo que, na prática, não haja necessidade de abandonar estas coisas.

Este homem, odiado e tratado pelos outros como um pária, sentiu-se tão honrado pelo chamado de Jesus que deu uma grande festa em sua casa (v. 29)! Jesus agora fazia parte de sua vida, de sua intimidade. Ele fazia questão de mostrar a todos que era um discípulo de Jesus. Quantas vezes, como discípulos de Jesus, nós ficamos com vergonha de falar isto numa sala de aula, no trabalho, com um chefe ou na nossa roda de amigos. Quem estava na festa do publicano Levi? Só gente ruim como ele: outros publicanos, prostitutas, pessoas desse nível e os demais discípulos de Jesus que, óbvio, estavam sentindo-se incomodados com aquela companhia. E Jesus “numa boa” ali.

Os fariseus e os mestres da Lei, do lado de fora da casa, perguntaram aos discípulos de Jesus por que eles comiam e bebiam com publicanos e “pecadores” (gente ruim) (v. 30). Mais uma vez, Jesus desapontava-os. Primeiro, esse negócio de perdoar pecados. Agora, essa atitude de entrar e comer com gente pecadora. Era demais. O corajoso Jesus responde-lhes dizendo que os sãos não precisam de médico e sim os doentes (v. 31). Só aqueles que se veem doentes procuram ajuda. Quem se vê bom, por que precisaria de ajuda?

Jesus então diz uma frase espetacular: “eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento” (v. 32). Analise comigo esta frase. Primeiro: a missão de Jesus não é chamar justos. Aqui há uma ironia da parte de Jesus. Ele sabia que “não há justo, nem um sequer” aos olhos de Deus (Romanos 3.10). O que há são pessoas que se julgam justas. Preste atenção: enquanto uma pessoa se julgar boa e meritória, nunca, jamais, em tempo algum, se encontrará com Jesus! Segundo: Jesus veio chamar pecadores. Ele veio chamar para a salvação pessoas que se consideram más, frustradas consigo próprias, pecadoras, erradas e fracas. Só os que se veem assim, terão condições de se encontrar com Jesus e ser salvas. Terceiro: chamar pecadores ao arrependimento. Jesus não veio passar a mão na cabeça de ninguém e dizer: “coitadinho de você, vou te dar uma mãozinha”. Não! Jesus veio para fazer mudança radical de vida, como fez com Levi. Esta mudança começa com o arrependimento: eu largo a velha vida marcada por pecados, vícios, autocomiseração, ganância, orgulho, egoísmo e passo, pelo perdão de Jesus, a viver uma nova vida baseada no amor, no autodomínio, nos valores de Deus. Isto é a cura para a vida e o que todos nós procuramos.

Hoje, Jesus chama você ao arrependimento. A se ver como mau, indigno e pecador mas a tomar uma posição e se entregar ao Senhor, deixando tudo e seguindo todos os seus mandamentos. Ele veio para transformar pecadores em justificados diante de Deus. Essa é a cura. Essa é a vida.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Pagina 1 de 62

 

Copyright © 2014 Portal Batista. Todos os direitos reservados.
Rua Senador Furtado, 56 - Rio de Janeiro - RJ / CEP 20270-020 / (21) 2157-5557