Textos e Estudos Bíblicos
A RAIVA QUE MATA PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Qui, 14 de Agosto de 2014 09:42

A RAIVA QUE MATA

Lucas 4.22-30

    Como um mestre famoso, Jesus voltou a Nazaré, cidade onde havia crescido. Pregou uma mensagem linda e forte dizendo que nele se cumpriam as profecias de Isaías sobre o Messias/Cristo. Inicialmente, as pessoas de Nazaré ficaram maravilhadas com suas palavras que eram cheias de graça (v. 22). As palavras de Jesus, quando ouvidas com coração aberto, sempre produzem melhora na vida da pessoa. Mas, em Nazaré, as pessoas não entenderam nada. Quem estava falando era o filho do carpinteiro José, criado aos olhos deles. “Como, agora, ele se achava tão importante? Como ele podia dizer estas palavras? Ele é apenas um de nós, de Nazaré. Só isso. Quem agora ele pensa que é para dizer que as palavras de um profeta se cumprem nele?”. A raiva é filha da inveja.

    Jesus percebe o que está acontecendo entre eles (v. 23). Então Jesus disse o seguinte a eles: “é claro que vocês me citarão este provérbio: ‘médico, cura-te a ti mesmo. Faze aqui em tua terra o que ouvimos que fizeste em Cafarnaum’”. Os moradores de Nazaré estão dizendo para Jesus que as palavras que ele fala não valem nada para eles. Que as palavras de Jesus fiquem com ele mesmo. “Nós ouvimos falar dos milagres que você fez em Cafarnaum, faça estes milagres entre nós. Não queremos ouvir tuas palavras mas queremos apenas ver o teu poder de curar”.

    Jesus então diz que um profeta só não é ouvido e honrado em sua própria terra (v. 24). A proximidade impede que as pessoas vejam o profeta como tal. Por isso, em muitos casos, é tão difícil evangelizar os parentes. Por serem tão próximos, não aceitam a autoridade e a verdade da palavra do parente. Uma pessoa de fora da família terá mais êxito na evangelização. Jesus dá então dois exemplos do porquê ele não vai fazer nenhum milagre ali e porque ele está sendo rejeitado pelos nazarenos (v. 25-27): 1º exemplo: numa época de fome em Israel, o profeta Elias foi a um país vizinho e idólatra e ali, abençoou uma viúva com muito alimento porque ela creu em sua palavra mas não ajudou nenhuma das milhares de viúvas que haviam em Israel; 2º exemplo: o profeta Eliseu, no meio de muita gente leprosa do seu próprio povo, curou o leproso Naamã, um sírio, porque este lhe procurou. Para Jesus estava claro que as outras cidades o ouviriam com atenção mas Nazaré, onde fora criado, o rejeitaria.

    Ao ouvir estas palavras, todos que estavam na sinagoga se enfureceram contra Jesus (v. 28). A raiva começou aos poucos mas foi crescendo até chegar no limite. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e, à força, levaram Jesus até o topo da colina onde estava a cidade (v. 29). De tanta raiva, queriam jogar Jesus despenhadeiro abaixo para que morresse. No entanto, Jesus, cheio de dignidade, passou pelo meio deles e foi embora (v. 30). Nazaré fez sua opção pela incredulidade, inveja e raiva. Nunca mais Jesus voltou ali. Vamos fazer duas reflexões a partir deste texto. A primeira é que a raiva, como atitude de intolerância, mata! Hoje em dia, existe uma fé fundamentalista em todas as religiões. Este tipo de fé produz raiva nas pessoas em relação aos crentes de outras religiões. Eles preferem odiar os outros, que consideram errados, a estender a mão da paz. Não aceitam ser contrariados ou confrontados em seus credos de jeito nenhum. Aliás, não conseguem nem ouvir o argumento dos outros. Se você tem uma fé assim, você é um seguidor dos nazarenos e não de Jesus. De Jesus aprendemos a amar o inimigo e a falar bem de quem nos maldiz. Saia urgentemente deste tipo de fé e vá para os braços de Jesus. Ele vai lhe ensinar a ser tolerante com os que pensam diferente de você, sem que você abra mão de sua fé nele.

    A segunda reflexão é que estamos tão acostumados com um cristianismo açucarado que não tem nenhum efeito em nossa vida que desconhecemos o Jesus verdadeiro. No texto, Jesus diz que é o Messias/Cristo e que devemos crer e viver para ele. Mas, para nós, como os nazarenos, Jesus é um mestre religioso qualquer, igual a todos os demais mestres. Isto não é verdade. Jesus disse que nele se cumpre tudo que Deus prometeu de bom para a humanidade. Ele é o único salvador da humanidade. Não há outro. Você vai crer e entregar sua existência para este Jesus ou, como os nazarenos, vai expulsá-lo de sua vida?

Última atualização em Qui, 14 de Agosto de 2014 09:54
 
O MESSIAS DE DEUS COMEÇA SUA MISSÃO PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Qua, 06 de Agosto de 2014 10:27


O MESSIAS DE DEUS COMEÇA SUA MISSÃO

Lucas 4.14-21


    Houve um tempo em que também Jesus começou sua obra de salvação dos homens. Nasceu em Belém (Judéia), cresceu em Nazaré (Galiléia), batizou-se e foi tentado na Judéia e agora volta à Galiléia. Este início de missão está registrado em Lucas 4.14-21.

    Jesus começa seu ministério na Galiléia (v. 14). Israel era formado por duas regiões: a Judéia, ao Sul, com muita força política e econômica e que contava com a capital do país: Jerusalém. A região ao Norte chamava-se Galiléia. Região pobre e muito desprezada, como o Nordeste no Brasil. Contrariando os mandamentos de livros de sucesso, Jesus escolheu como público-alvo o povo pobre e sofrido da Galiléia. Ele começa sua missão na força do Espírito Santo e assim será por toda sua vida. Aos queridos pastores, missionários e povo de Deus em missão, digo que toda obra de Deus deve ser realizada debaixo da orientação e poder do Espírito Santo. Os resultados podem não ser um sucesso, do ponto de vista humano, mas a ação de Deus na vida das pessoas alcançadas será plena.

    A fama de Jesus correu de boca em boca por toda a região. Ele pregava, ensinava e curava. Jesus centralizou sua missão no ensino (v. 15). Ensinava ao ar livre, nas casas e nas sinagogas. Escolheu as sinagogas como lugar preferencial. Sinagoga era um local de reunião dos judeus para o culto a Yahweh (Jeová) e o ensino da Torah (o Pentateuco) para as crianças. Funcionava como templo, centro comunitário e escola. Todos que ouviam Jesus, o glorificavam e elogiavam. A palavra de Jesus revitalizava e dava esperança àquele povo pobre. Jesus ama os pobres e os que sofrem.

    Já famoso na região, Jesus volta a Nazaré, cidade de sua família, onde cresceu e viveu e de onde tinha saído há alguns meses antes (v. 16). Nos sábados - dia sagrado dos judeus - adorava-se a Deus publicamente na sinagoga. O texto diz que era costume de Jesus ir à sinagoga aos sábados para o culto público. Todo sábado ele ia com chuva e com sol. Jesus era temente a Deus. Pergunto a você, leitor: é seu costume ir ao culto de sua igreja semanalmente? O de Jesus era. Jesus tinha estado naquela sinagoga centenas de vezes mas sempre anônimo. Agora voltava como pessoa famosa para ler e ensinar. Que mudança!

    Foi dada a Jesus a incumbência de pregar (v. 16). Jesus achou, com facilidade, o texto que escolheu (v. 17). Naquela época, os livros do Antigo Testamento eram escritos em rolos e Jesus leu o texto de Isaías 61.1,2 e 58.6. Os textos de Isaías são os v. 18 e 19. Estes textos falavam da missão do Messias/Cristo e do que ele iria fazer. No v. 18, o Messias diz que o Espírito de Yahweh estava sobre ele e o guiava. O Espírito Santo o ungiu e consagrou para uma missão. Toda a vida de Jesus foi obra do Espírito Santo nele. E o que o Espírito leva Jesus a fazer? No texto de Isaías, há quatro atividades:

1ª) falar das boas-novas de Deus aos pobres;

2ª) proclamar liberdade aos que estavam escravizados;

3ª) restaurar a visão aos cegos 

4ª) proclamar que Deus, através dele, estava aceitando a todos para seu convívio (v. 19).

    Se você está em situação angustiante, Jesus pode lhe libertar. Ele verdadeiramente pode ajudar você. Peça ajuda a ele em oração e você verá uma grande libertação ocorrer em sua vida. Além do mais, Jesus diz que o tempo de Deus aceitar os seres humanos está aberto na sua pessoa. É Jesus quem nos leva de volta a Deus, reconciliados. Encontre Deus na sua vida, recebendo a Jesus como seu Salvador!

    Depois de ler, sentou-se para ensinar e o povo estava atento (v. 20). A mensagem de Jesus tinha este resumo: hoje se cumpriu esta Escritura (v. 21). Sim, Jesus tinha plena consciência de que ele era o Messias/Cristo prometido no Antigo Testamento. Ele era o ungido para fazer a obra de Deus na Terra e cumprir todas as promessas de Deus. Todo o Antigo Testamento foi escrito com o fim de cumprir-se em Jesus Cristo. Só Jesus pode perdoar, restaurar, salvar e reconciliar você com Deus. Está cumprido!

Última atualização em Qua, 06 de Agosto de 2014 10:51
 
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