Textos e Estudos Bíblicos
BOA OU MÁ: QUE TIPO DE PESSOA É VOCÊ? PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Seg, 18 de Maio de 2015 11:20

BOA OU MÁ: QUE TIPO DE PESSOA É VOCÊ?

Lucas 6.43-45

Incentivado por minha mulher, comecei a plantar hortaliças. Tirei uma parte do piso do quintal e transformei o lugar numa horta. Coloquei terra e húmus. Comprei sementes de couve, almeirão, rúcula e agrião. Eu, um leigo inexperiente neste tipo de coisa, achei estranho as sementes destes vegetais. Alguns eram pequenas bolinhas e outros eram como um pequeno pedaço de madeira. Plantei e reguei e contei com a ajuda da chuva. Já faz um mês que eu e minha mulher não compramos mais estes vegetais porque há em abundância no nosso quintal. E que prazer comer o que nós próprios plantamos! Realmente, as sementes eram do que diziam ser. Jesus nos ensina sobre o tipo de pessoa que nos tornamos a partir do tipo de semente que plantamos. Isto encontra-se em Lucas 6.43-45.

Jesus diz: “nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom. Toda árvore é reconhecida por seus frutos” (v. 43). Cada árvore produz o fruto que está de acordo com sua natureza. Em termos que dizem respeito a nós, seres humanos, o fruto é o resultado da árvore. Este resultado vem do tipo de semente que foi plantado. Conhecemos a árvore pelo seu fruto mas ela própria, a árvore, se conhece pela sua semente. O próprio Jesus afirma isto: “ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas” (v. 44). Jesus não está preocupado com árvores mas com pessoas quando nos fala estas palavras. O que ele quer dizer com esta comparação? O fruto de cada pessoa é aquilo que ela produz: suas atitudes, suas palavras, pensamentos, sentimentos, compromissos, etc. Pelo tipo de fruto podemos conhecer a natureza de cada ser humano: se é uma pessoa boa ou má. Na convivência humana e também com Deus, pessoas que têm a natureza boa vão tender a fazer coisas boas: pensamentos bons, atitudes boas, decisões boas. Pessoas que têm uma natureza má vão tender a praticar o mal: atos maus, sentimentos maus. É claro que isto não abrange todas as produções de uma pessoa: eventualmente, uma pessoa boa fará coisas ruins e vice-versa. De uma forma geral, dá para conhecer a natureza de uma pessoa pelo que ela produz. Isto nos traz uma lição preciosa: há pessoas que preferem o mal. Tem gente que prefere ser criminoso, assassino, violento, enganador, corrupto, fofoqueiro, mentiroso, ladrão, etc. Aquele que escolhe o mal, como forma de vida, precisa ser combatido. O Estado, as leis, a polícia, o Judiciário, as prisões e casas de correção são instrumentos da sociedade para combater a maldade de alguns. O que escolhe viver o mal deve ser combatido quando age em sua maldade.

Mas, veja bem: o fruto é apenas o ato final da árvore. O que define se ela é uma árvore boa ou má é o tipo de semente que plantamos. Veja então o que Jesus diz no v. 45: “o homem bom tira boas coisas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração”. Percebeu qual é a semente que nos faz pessoas boas ou más? O coração! Em cada coração humano há um tesouro, ou seja, aquilo que amamos e damos valor acima de tudo. Se o coração humano ama o bem, ele vai fazer coisas boas. Se o coração humano ama o mal, coisas ruins vão ser feitas. Cada homem planta o coração com o bem ou com o mal. O tipo de conversa de cada um vai denunciar o tipo do coração.

Quero terminar explicando o que tem este texto de Jesus com a concepção protestante de que todos são pecadores, portanto, maus. Como Jesus pode falar de pessoas boas ou más se todos são pecadores? A Bíblia nos vê sempre em relações e, dependendo do tipo de relação, podemos ser bons ou maus. Quando a Bíblia nos vê em relação à Justiça de Deus, então “não há justo, nem um sequer” (Romanos 3.9). Todos somos maus porque somos pecadores. Não podemos nunca agradar a Deus ou chegar ao nível de conquistar a salvação por nossos feitos. Quando a Bíblia nos vê na relação de uns com os outros, então ela diz que alguns são bons e outros são maus, como é o caso do texto de hoje. E isto percebemos na prática quando dizemos: “o fulano é um homem bom” ou “o sicrano é mal e cruel”.

Quero lembrar que mesmo o melhor dentre nós é um terrível pecador aos olhos de Deus e, por isso, todos precisamos da graça de Deus que vem por meio de Jesus Cristo para sermos salvos. Que tipo de pessoa você é: boa ou má? A resposta a isto está naquilo que você planta em seu coração. Seguir a Jesus e viver com ele vai transformar seu coração. Certamente será uma pessoa boa como ele foi.

 
AO OLHO, O CISCO E A VIGA PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Qui, 07 de Maio de 2015 10:02

AO OLHO, O CISCO E A VIGA

Lucas 6.39-42

Quando eu era criança e caia um cisco no olho, lembro-me que minha mãe abria bem a pálpebra do olho e dava um assopro bem forte. Resolvia meu problema. Quanto maior o cisco, maior o desconforto. Penso naqueles que são cegos. Não podem ver mas, hoje em dia, eles têm uma vida quase autônoma. Sabem ler através do alfabeto braile, andam na rua sem precisar de ajuda e muitos trabalham normalmente, dentro de suas limitações. No texto de hoje, Jesus nos dá dois ensinamentos que têm a ver com a visão. Isto em Lucas 6.39-42.

O primeiro ensinamento de Jesus é que você só pode ensinar o que vê e vive (v. 39,40). Os cegos, na época de Jesus, não tinham a autonomia que têm hoje. As pessoas daquela época achavam que a cegueira era fruto de maldição ou pecado. Eles não estavam aptos para o trabalho, dependiam sempre da ajuda dos familiares e amigos para viver e boa parte deles mendigava. Jesus diz que um cego não pode guiar outro cego, senão ambos cairão em algum buraco (v. 49). Para guiar alguém na vida é preciso enxergar para onde se quer ir. É necessário que o guia consiga ver o caminho a ser trilhado. E mais, conhecer o caminho é já tê-lo percorrido, experimentado, vivido. No Reino de Deus, não consigo guiar alguém no caminho da santidade se eu próprio não a vivo. Não consigo orientar meus irmãos na fé se estou vivendo de uma forma errada. Se sou cego com outros cegos, como posso guiá-los? O guia cristão deve saber para onde vai e ter vivido o que ensina.

No Reino de Deus, algumas pessoas tornam-se mestres de outras. Elas tornam-se mestres, não por títulos ou ordenações, mas por terem uma vivência com Deus, experiência e estudo sério da Bíblia. Estas pessoas devem assumir a tarefa de ensinar os discípulos de Jesus. Não devem fugir desta responsabilidade. Cabe aos discípulos aprender com seus mestres. Hoje, um aluno pode ir muito mais longe que seu professor porque há livros, bibliotecas, cursos, internet e outras oportunidades de crescimento. Na época de Jesus não era assim. O discípulo tinha apenas o seu mestre como fonte de conhecimento. É por isso que Jesus disse que o discípulo não seria mais que o mestre e que bastava a ele ser como seu mestre (v. 40). Portanto, quando o discipulado acabava, o bom discípulo chegava ao mesmo nível do mestre e agora começaria um novo ciclo de ensino no qual ele seria o mestre. Aquele que é mestre deve desenvolver este dom na vida e abençoar a vida de muitas pessoas. Quem é discípulo, olhe para o exemplo de seu mestre e procure ter uma vida tão honrada quanto a dele.

O segundo ensinamento de Jesus é que você só ajuda alguém a ver se for sincero (v. 41,42). Jesus pergunta, no v. 41, como pode um homem ver um cisco no olho do outro se, na frente de seus olhos, está uma enorme viga de madeira. Jesus está perguntando então como pode alguém “ver” os pequenos defeitos e faltas do outro e “não ver” o seu grande defeito. O único jeito de fazer isto é sendo hipócrita! E este homem, que está com a viga nos seus olhos, ainda quer tirar o cisco do olho do outro. Veja que disparate! Há pessoas que gostam de dar lição de moral nos outros quando a vida está toda errada. Homens que gostam de proibir a entrada de mulheres na igreja por causa da roupa delas, que eles consideram indecente, mas eles próprios estão adulterando. Outros ensinam seus filhos pequenos a devolver o troco dado a mais mas, no trabalho deles, estão corrompendo pessoas para ganhar milhares de reais. Neste sentido, a lista de maus exemplos é muito longa em nossa sociedade.

Quem age assim continuamente é um hipócrita e tende a “ver” as coisas assim: “o meu erro é sempre um cisco, o erro dos outros é viga!”. Hipócrita é um sujeito de duas caras: uma externa e bonita, de aparência; a outra é interna, aquilo que ele realmente é, e que é muito feia. Jesus nos dá um conselho precioso: se quer ajudar os outros, cuide primeiramente de sua vida (v. 42). Vá tratando seus pecados, seus vícios, seus erros. Quando você estiver neste processo de limpeza pessoal, então ajude seus irmãos que têm pequenos defeitos. Trate-se primeiro e depois ajude os outros. Jesus quer que nos examinemos constantemente e tratemos de nossas patologias espirituais. Quem consegue enxergar criticamente a si próprio, consegue enxergar com benevolência o seu próximo.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Pagina 1 de 69

 
Copyright © 2015 Portal Batista. Todos os direitos reservados.
Rua José Higino 416, Predio 28 - Rio de Janeiro - RJ / CEP 20510-412 / (21) 2157-5557