Textos e Estudos Bíblicos
A AUTORIDADE DE JESUS SOBRE HOMENS E DEMÔNIOS PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Seg, 25 de Agosto de 2014 09:20

A AUTORIDADE DE JESUS SOBRE HOMENS E DEMÔNIOS

LUCAS 4.31-37

Pessoas tornam-se autoridades em nossa vida. Na maioria das vezes, os pais são autoridade. O que eles dizem e fazem dão rumo a nossos próprios caminhos. Outras vezes, a autoridade pode ter sido um professor, um líder religioso, um patrão, um parente, uma pessoa famosa ou um amigo. Estas pessoas que foram autoridades para nós influenciaram nossas vidas para sempre. Jesus tem autoridade sobre nós e também sobre os demônios. O texto de Lucas 4.31-37 fala-nos desta autoridade.

Depois de pregar na Galileia, Jesus desceu para uma pequena cidade de pescadores e agricultores chamada Cafarnaum (v. 31). Era a cidade onde moravam seus primeiros discípulos, inclusive Pedro. Ela ficava à beira do lago de Genesaré que era mais conhecido como Mar da Galileia. Diferente de Nazaré, Cafarnaum o acolhe e ele começa a ensinar, todo sábado, na sinagoga deles. Um sentimento natural de admiração e êxtase tomou conta do povo de Cafarnaum que o ouvia (v. 32). Este sentimento brotou neles porque havia autoridade no seu ensino. Diferente dos outros mestres da época, o ensino de Jesus provinha dele e não era citação das palavras de mestres anteriores. Além disto, sua palavra falava fundo na forma como eles viviam, redirecionando suas ações e os propósitos da vida deles. Jesus tem autoridade para dizer-nos a revelação de Deus para nós, humanos. O que ele fala deve alterar e direcionar o destino da nossa vida.

Na sinagoga, havia um homem com um espírito imundo, ou seja, possesso por um espírito demoníaco (v. 33). No livro de Lucas, é o primeiro embate de Jesus e um demônio que possuía um homem. O demônio manifesta-se com um grande grito, tentando ter autoridade. Nisso eles parecem-se com os humanos. Quando alguém grita com outro, pensa que está tendo autoridade, mas o fato de gritar demonstra que a autoridade já se foi.

O que o demônio gritou para Jesus? No v. 34, ele começa com a expressão: “ah!”. Esta é uma expressão de desprazer e raiva. Aquele encontro com Jesus naquela sinagoga era um tremendo desprazer para aquele demônio. E isto é explicado pela expressão seguinte: “o que há de comum entre nós e tu?”. Observe que ele fala no plural “nós”. Todos os demônios estavam com raiva de Jesus porque sabiam da total incompatibilidade entre eles e Jesus. Eram como luz e trevas. Onde um está, o outro não pode ficar. Depois ele diz: “você veio nos destruir?”, ou seja, acabar com a nossa relação de poder com os humanos. O demônio já sabia que Jesus viera para derrotá-los nesta luta pelo controle do coração humano. E aí sua última frase: “sei quem tu és: o Santo de Deus”. Preste atenção: antes da queda dos anjos, todos eles (anjos) tinham acesso à Trindade divina. Eles conheciam e adoravam o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Na rebelião de Satanás (que era um anjo), muitos anjos o seguiram. Expulsos do céu, eles se tornaram demônios. Portanto, demônios nada mais são que anjos que pecaram e mudaram sua natureza ética de bons para maus, para sempre. Quando Jesus foi tentado pelo Diabo (Lucas 4.1-13), este descobriu que ele era o Filho de Deus Pai. Informou seus seguidores. É por isto que este demônio diz que eles já sabem quem Jesus é. Santo de Deus é uma expressão que aponta para a divindade de Jesus. Duas observações: 1ª) os demônios são os primeiros seres a descobrir que Jesus é Deus; 2ª) os demônios odeiam Jesus porque ele é Deus! Este demônio falou a verdade para Jesus e para todos ali.

Imediatamente, Jesus manda que ele fique quieto e saia do homem (v. 35). Jesus não quer que um demônio testemunhe dele. Jesus tem total autoridade sobre os demônios porque este o obedeceu. Leva o homem para o meio da sinagoga, sacode-o violentamente, joga-o no chão mas não o fere e vai embora. Jesus tem autoridade sobre os demônios! Ele manda e eles têm de obedecer. Observe que Jesus não expulsou o demônio com rituais mas com a palavra. Se você está envolvido com espíritos que lhe oprimem e fazem mal, se a sua vida é infeliz por causa do contato com eles e se você se sente como se estivesse enrolado numa teia de aranha sem ser livre para fazer o que deseja, então ajoelhe-se e peça a Jesus que expulse todos estes espíritos que lhe fazem mal e decida seguir apenas a Jesus. Você ficará liberto de todos os espíritos que lhe oprimem.

As pessoas que presenciaram isto, espantadíssimas, contavam aos outros o que viram e ouviram (v. 36-37). Elas diziam: “que palavra poderosa ele tem”. E, novamente, a sua fama espalhou-se por toda a região. Sim, a palavra de Jesus Cristo tem autoridade sobre nós e sobre os demônios para expulsá-los da vida dos homens. Jesus é o único que pode tornar os homens verdadeiramente livres! Foi para isto que ele veio ao mundo.

 
A RAIVA QUE MATA PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Qui, 14 de Agosto de 2014 09:42

A RAIVA QUE MATA

Lucas 4.22-30

    Como um mestre famoso, Jesus voltou a Nazaré, cidade onde havia crescido. Pregou uma mensagem linda e forte dizendo que nele se cumpriam as profecias de Isaías sobre o Messias/Cristo. Inicialmente, as pessoas de Nazaré ficaram maravilhadas com suas palavras que eram cheias de graça (v. 22). As palavras de Jesus, quando ouvidas com coração aberto, sempre produzem melhora na vida da pessoa. Mas, em Nazaré, as pessoas não entenderam nada. Quem estava falando era o filho do carpinteiro José, criado aos olhos deles. “Como, agora, ele se achava tão importante? Como ele podia dizer estas palavras? Ele é apenas um de nós, de Nazaré. Só isso. Quem agora ele pensa que é para dizer que as palavras de um profeta se cumprem nele?”. A raiva é filha da inveja.

    Jesus percebe o que está acontecendo entre eles (v. 23). Então Jesus disse o seguinte a eles: “é claro que vocês me citarão este provérbio: ‘médico, cura-te a ti mesmo. Faze aqui em tua terra o que ouvimos que fizeste em Cafarnaum’”. Os moradores de Nazaré estão dizendo para Jesus que as palavras que ele fala não valem nada para eles. Que as palavras de Jesus fiquem com ele mesmo. “Nós ouvimos falar dos milagres que você fez em Cafarnaum, faça estes milagres entre nós. Não queremos ouvir tuas palavras mas queremos apenas ver o teu poder de curar”.

    Jesus então diz que um profeta só não é ouvido e honrado em sua própria terra (v. 24). A proximidade impede que as pessoas vejam o profeta como tal. Por isso, em muitos casos, é tão difícil evangelizar os parentes. Por serem tão próximos, não aceitam a autoridade e a verdade da palavra do parente. Uma pessoa de fora da família terá mais êxito na evangelização. Jesus dá então dois exemplos do porquê ele não vai fazer nenhum milagre ali e porque ele está sendo rejeitado pelos nazarenos (v. 25-27): 1º exemplo: numa época de fome em Israel, o profeta Elias foi a um país vizinho e idólatra e ali, abençoou uma viúva com muito alimento porque ela creu em sua palavra mas não ajudou nenhuma das milhares de viúvas que haviam em Israel; 2º exemplo: o profeta Eliseu, no meio de muita gente leprosa do seu próprio povo, curou o leproso Naamã, um sírio, porque este lhe procurou. Para Jesus estava claro que as outras cidades o ouviriam com atenção mas Nazaré, onde fora criado, o rejeitaria.

    Ao ouvir estas palavras, todos que estavam na sinagoga se enfureceram contra Jesus (v. 28). A raiva começou aos poucos mas foi crescendo até chegar no limite. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e, à força, levaram Jesus até o topo da colina onde estava a cidade (v. 29). De tanta raiva, queriam jogar Jesus despenhadeiro abaixo para que morresse. No entanto, Jesus, cheio de dignidade, passou pelo meio deles e foi embora (v. 30). Nazaré fez sua opção pela incredulidade, inveja e raiva. Nunca mais Jesus voltou ali. Vamos fazer duas reflexões a partir deste texto. A primeira é que a raiva, como atitude de intolerância, mata! Hoje em dia, existe uma fé fundamentalista em todas as religiões. Este tipo de fé produz raiva nas pessoas em relação aos crentes de outras religiões. Eles preferem odiar os outros, que consideram errados, a estender a mão da paz. Não aceitam ser contrariados ou confrontados em seus credos de jeito nenhum. Aliás, não conseguem nem ouvir o argumento dos outros. Se você tem uma fé assim, você é um seguidor dos nazarenos e não de Jesus. De Jesus aprendemos a amar o inimigo e a falar bem de quem nos maldiz. Saia urgentemente deste tipo de fé e vá para os braços de Jesus. Ele vai lhe ensinar a ser tolerante com os que pensam diferente de você, sem que você abra mão de sua fé nele.

    A segunda reflexão é que estamos tão acostumados com um cristianismo açucarado que não tem nenhum efeito em nossa vida que desconhecemos o Jesus verdadeiro. No texto, Jesus diz que é o Messias/Cristo e que devemos crer e viver para ele. Mas, para nós, como os nazarenos, Jesus é um mestre religioso qualquer, igual a todos os demais mestres. Isto não é verdade. Jesus disse que nele se cumpre tudo que Deus prometeu de bom para a humanidade. Ele é o único salvador da humanidade. Não há outro. Você vai crer e entregar sua existência para este Jesus ou, como os nazarenos, vai expulsá-lo de sua vida?

Última atualização em Qui, 14 de Agosto de 2014 09:54
 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Pagina 1 de 55

 

Copyright © 2014 Portal Batista. Todos os direitos reservados.
Rua Senador Furtado, 56 - Rio de Janeiro - RJ / CEP 20270-020 / (21) 2157-5557