Textos e Estudos Bíblicos
CURANDO O HOMEM TODO PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Seg, 27 de Outubro de 2014 08:28

CURANDO O HOMEM TODO

LUCAS 5.12-16 

Uma família soube que uma de suas parentas, que morava numa cidade distante, havia se tornado prostituta. Isso afligia a todos. Um homem de negócios, amigo da família, precisava ir à cidade onde morava a tal parenta, para efetuar suas vendas. A família pediu-lhe que localizasse a parenta e a ajudasse a sair daquela vida. A cidade não era muito grande e, quando procurou, não teve dificuldade em encontrar a mulher. Conversou com ela e, pela sua influência, conseguiu emprega-la em uma das empresas com que negociou. Foi embora e, alguns meses depois, voltou àquela cidade. Surpreso, descobriu que a mulher voltara à prostituição. Perguntou-lhe por que tinha feito aquilo. Ela então disse que estava trabalhando bem no emprego arrumado por ele mas, que a mulher do patrão e as mulheres dos outros empregados, temendo que ela “seduzisse e roubasse” algum deles, pressionaram para que fosse demitida. E assim aconteceu. Ela procurou emprego em outro lugar mas, por causa de sua fama na cidade, não conseguiu nada. Para não morrer de fome, voltou à prostituição. Toda a ajuda a alguém é boa. Mas a ajuda que causa transformação é aquela que resolve todos os aspectos do problema que uma pessoa tem.

É isto que Jesus faz em Lucas 5.12-16: ele cura o homem todo.

Jesus e seus discípulos estão na missão, caminhando de cidade em cidade, anunciando o Reino de Deus. Jesus é um missionário. Em uma das cidades, passa ao longe um homem coberto de lepra (v. 12). Deixe-me explicar o que era a lepra para eles: entendiam que a lepra era contagiosa e quem a tinha era considerado religiosa e socialmente impuro. Os leprosos não podiam participar em absolutamente nada da sociedade, de nenhum tipo de culto, manter uma distância de uns cinquenta metros de outras pessoas e, caso alguém se aproximasse, deveriam gritar: “imundo, imundo”. Os leprosos eram totalmente desprezados, segregados e não podiam trabalhar. Muitos viviam solitários mas outros juntavam-se em grupos de leprosos. Viviam de esmolas jogadas ou do que encontrassem em suas caminhadas. O leproso do texto estava coberto de lepra. Era a própria humilhação ambulante, longe de qualquer comunidade. Quando ele viu Jesus, com respeito e coragem, chegou perto mas não o tocou, ajoelhou-se e colocou seu rosto em terra diante de Jesus. O leproso roga a Jesus, suplicando: “se quiseres, podes purificar-me”. Na visão daquele leproso:

1) Jesus é Senhor e tem poder para purificá-lo;

2) mas Jesus também tem o seu próprio querer e isso é o que vale. Veja, é assim que nós também devemos nos aproximar de Jesus: pedir o que nós queremos mas deixando com ele a decisão de nos atender ou não. Jamais ordenando a Jesus que ele faça o que nós queremos. Ele não é nosso empregado. Ele é o Senhor.

Então, Jesus fez o que era proibido fazer: aproximou-se, estendeu sua mão e tocou no leproso (v. 13). Este gesto inusitado de Jesus demonstrou que ele tem autoridade para quebrar qualquer barreira social ou religiosa que os homens constroem e, ao mesmo tempo, o carinho que ele tem pelas pessoas desprezadas e segregadas da sociedade. Jesus dá valor à pessoa do leproso e não à sua doença. Disse ao leproso que desejava curá-lo e falou: “fica limpo”. Imediatamente, o milagre se fez e a lepra o deixou por completo. Com as palavras de Jesus, aquele homem saltou da vergonha para a vida normal. Só Jesus Cristo faz isto.

Mesmo curado, a desconfiança ainda existiria na sua cidade contra aquele homem. Jesus então manda que ele não diga nada a ninguém e vá até o sacerdote para que este, depois de examiná-lo, o declare purificado (v. 14). Segundo a Lei de Moisés, que vigorava em Israel, o sacerdote era o perito-inspetor para a declaração pública de que o homem estava limpo da lepra. Tendo esta aprovação, o homem deveria levar uma oferta ao templo (Levítico 14). Ao cumprir este ritual, o homem comprovava sua cura e dava testemunho aos sacerdotes do que Jesus fizera. Em Israel, a cura dos leprosos era um dos sinais do aparecimento do Messias. Jesus não apenas curou. Ele teve cuidado com o homem no seu todo.

A notícia desta cura chegou ao povo e multidões iam até ele para ouvi-lo e serem curadas (v. 15). Elas queriam a palavra e a cura de Jesus. E ele assim fazia. Mas Jesus ia para lugares distantes, onde sozinho meditava e orava ao Pai (v. 16). Para abençoar tanta gente, Jesus sabia da sua necessidade de ter comunhão com o Pai, a fim de ser fortalecido. Que belo exemplo para pessoas cheias de atividades como nós e que dizemos que não temos tempo para orar.

Última atualização em Seg, 27 de Outubro de 2014 08:44
 
UM TESTE PARA SER DISCÍPULO DE JESUS(2ª Parte) PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Qua, 15 de Outubro de 2014 09:48

UM TESTE PARA SER DISCÍPULO DE JESUS (2ª Parte)

Lucas 5.8-11

Como vimos no texto passado (Lucas 5.1-7), Jesus está fazendo um teste de discipulado com Simão e outros pescadores. Simão e seus companheiros pescaram a noite toda e nada pegaram. De manhã, ele cede seu barco para que Jesus ensine a multidão. Ouve tudo que Jesus falou. Terminada a mensagem, Jesus diz a Simão que volte ao mar e lance as redes de novo. Simão, experiente pescador, acha estranha aquela ordem mas, já que era Jesus, ele obedeceu. Pescam tanto peixe que o barco quase afunda e pedem ao outro barco que os ajudem. Os dois barcos ficam abarrotados de peixes.Vamos ver se Simão e seus companheiros de pesca passaram no teste de discipulado de Jesus, examinando Lucas 5.8-11. Ao ver os dois barcos abarrotados de peixes, Simão fica desnorteado. Aquele mestre tinha feito aquela pescaria milagrosa acontecer. Simão cai de joelhos diante de Jesus em sinal de profundo respeito. Ele diz a Jesus: “afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador” (v. 8). Esta frase traz preciosos significados:

1º) Simão é muito indigno de Jesus por isso pede que se afaste dele;

2º) o motivo de Simão achar-se muito indigno é duplo: ele considera-se um homem pecador e Jesus é Senhor. Aqui Simão é aprovado para o discipulado! Só pode ser discípulo de Jesus quem se ver como pecador e indigno sempre. Diante de Jesus não há outra atitude que faça jus a ele. O grande apóstolo Paulo, no final de sua vida, diz: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” (I Tm 1.15). Será que você entende?

Para ser discípulo, temos que ter um profundo senso de indignidade e pecaminosidade. Aquela pessoa que, desejando ser discípulo de Jesus, achar que está prestando um grande favor a ele, jamais será aceito para o discipulado. Jesus não quer soberbos, gente que se acha ótima, gente que vive “botando banca” acerca de si mesma. Você só será discípulo de Jesus quando, de verdade, achar-se um pecador miserável e completamente indigno de seguir o Mestre, e digo mais: este sentimento vai acompanhar você pela vida toda!

Simão, seus companheiros de barco e também Tiago e João, donos do outro barco e sócios na pesca, ficaram perplexos com o que acontecera (v. 9,10). A atenção de todos eles passou dos peixes para Jesus. Naquela situação, os peixes já não tinham mais importância, o importante era o homem que fez aquele milagre acontecer. Outro sinal do discipulado: Jesus é mais importante do que bens, família, namoro, casamento, diploma, lucro na empresa, etc. Observo, com muita agonia, muitos “evangélicos” de hoje quererem usar Jesus para conseguir enriquecer, carro zero, casa própria, casamento, emprego bom, poder na sociedade. O que aprendo com Simão é que a atenção da vida está dirigida para uma pessoa, e “este cara não sou eu”, é Jesus Cristo. Por ele, vale a pena perder tudo. Isto é discipulado. Jesus aceita Simão como seu discípulo. E começa a ensinar as bases do seu discipulado (v. 10). Em primeiro lugar, Simão não deve ter medo. É uma ordem de Jesus chamando por confiança nele. Quem é discípulo não deve ter medo de viver, do futuro. Normalmente, as pessoas vivem com medo. Jesus diz a todos os seus discípulos que não tenham medo pois, se ele tem o poder de encher barcos de peixes, ele pode fazer qualquer coisa e proteger os seus, conforme lhe aprouver. Em segundo lugar, ele diz a Simão que, de agora em diante, ele será pescador de homens.

O discipulado é uma missão de vida. E a missão é “capturar” pessoas, não para matá-las, mas para lhes dar vida eterna e abundante. O discipulado de Jesus significa uma determinação pessoal de fazer sempre o bem para os outros seres humanos e de trazê-los para perto de Deus. Simão, Tiago e João deixaram seus barcos com aquela imensa quantidade de peixes com seus empregados, decidiram abandonar o ofício de pescador e tudo o que tinham e começaram a mais incrível e radical aventura de suas vidas: seguir àquele Mestre em seu discipulado (v. 11). Jesus é quem os chamou!

Leitor: seguir a Jesus é uma decisão radical de deixar tudo que hoje domina nossa vida e abraçar este discipulado/missão, olhando sempre para Jesus.

Última atualização em Qua, 15 de Outubro de 2014 10:09
 
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